quinta-feira, 14 de julho de 2011

Audiência pública sobre a inclusão de PET/CT no SUS



No dia 12 de julho de 2011, na Câmara dos Deputados, a Comissão de Seguridade Social e Família promoveu audiência pública, a pedido do deputado federal Eleuses Paiva, com representantes da saúde, como o Dr. Celso Darío Ramos, presidente da SBBMN, para debater a inclusão do PET/CT na tabela do SUS. A mesa diretora (foto) foi formada por Michel Carneiro, chefe da seção de Medicina Nuclear do Inca; João Nunes de Matos Neto, presidente da Sociedade de Oncologia Clínica do Distrito Federal; deputado Eleuses Paiva; Clarisse Petramale, diretora da Comissão de Incorporação de Tecnologias no SUS; e Dr. Celso Darío Ramos.
Palavra da SBBMN
O Dr. Celso Darío Ramos destacou que o câncer é um grande problema de saúde pública no Brasil e enfatizou que o PET/CT promove mudanças de conduta médica. “Estudo mostra que a incorporação do PET reduz custo no Brasil”, completa o médico nuclear. Também anunciou que a SBBMN está continuamente treinando médicos nucleares e profissionais de áreas correlatas para trabalhar com o PET/CT. Demonstrou ainda que o Brasil já possui um significativo parque instalado de cíclotron e PET/CT, suficiente para iniciar o atendimento aos pacientes do SUS das diversas regiões do País. “O debate foi muito favorável e os debatedores foram unânimes em reconhecer os benefícios da tecnologia PET/CT”, finaliza o presidente da SBBMN.
Palavra dos especialistas
Dr. Michel Carneiro contou que o Inca, em 2010 e 2011, realizou cerca de 1.200 exames PET/CT, especialmente em casos de linfoma, câncer de pulmão e tireoide, mas que aplica em diversas situações sempre considerando a indicação adequada e o custo benefício. Dr. João Nunes destacou a evolução da tecnologia e dos benefícios inegáveis do procedimento, que até evita que o paciente seja submetido a procedimentos cirúrgicos desnecessários, o que, entre outras coisas, significa economia para o sistema de saúde. Também sugeriu uma parceria pública privada no uso dos equipamentos já instalados. O Dr. Ricardo Brandão, representante da Sociedade Brasileira de Cancerologia e diretor da SBBMN, reforçou o benefício do exame frente a seu custo.
Palavra do governo
Apesar de reconhecer os benefícios do procedimento, a Dra. Clarisse Petramale mostrou as dificuldades que envolvem o PET/CT, como custo do aparelho, assistência técnica, distribuição de radiofármacos, capacitação profissional e outros, e afirmou que a Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS está estudando o procedimento. Também afirmou que ‘apesar do cobertor da saúde ser curto’, não se deixará de adotar o procedimento, cujos benefícios são comprovados.
Palavra dos deputados
O deputado Eleuses Paiva reconheceu os problemas na saúde brasileira, mas não acredita que isso seja impeditivo para ampliar o acesso da população ao PET, especialmente, porque está comprovada sua eficiência. ”Espero do Ministério da Saúde uma sensibilidade maior para oferecer à população esse procedimento”, finalizou. Cesar Colnago espera que o SUS evolua e se fortaleça. O Dr. Paulo César, relator da comissão de Seguridade Social e Família, observou que é importante equilibrar as questões sociais do País, reforçou o compromisso com a sociedade brasileira e, em suas considerações finais, mostrou-se animado com os resultados da audiência.
PET/CT em Brasília
Também participaram da audiência os deputados Rogério Carvalho e André Zacharow, entre outros. Na foto: Dr Ricardo Brandão, Dr. Celso Dario Ramos, Dr. Eleuses Paiva, e Dr. Adelanir Barroso, ex-presidente da SBBMN.
Webcamara
Para assistir à audiência completa, entre no site http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/webcamara/videoArquivo?codSessao=00018976#videoTitulo.

[fonte: Boletim SBBMN de 13 de julho de 2011]

Um comentário:

  1. Fica a esperança que nossos representantes no governo tenham a sabedoria de fazer a escolha correta: a de pensar no próximo. O diagnóstico de câncer não é fácil para o indivíduo, assim como não é para seus familiares. A aprovação do exame PET/CT seria uma vitória para a vida dessas pessoas.

    ResponderExcluir