segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Aplicações do SPECT/CT em Oncologia e Cardiologia

No dia 19 de dezembro de 2011, às 19h30, no auditório Moacyr Santos Silva (8º andar) do Instituto Nacional de Câncer - INCA (Praça Cruz Vermelha, 23), no Rio de Janeiro (RJ), a SBBMN promove a palestra Aplicações do SPECT/CT em Oncologia e Cardiologia. Os palestrantes são os doutores Paulo Altino de Almeida, Professor de Medicina Nuclear da Universidade Federal de Pernambuco e membro da SBBMN, Dra. Renata Félix, Chefe da Seção de Medicina Nuclear do Instituto Nacional de Cardiologia e Dr Michel Carneiro, Chefe da Seção de Medicina Nuclear do INCA. Vagas limitadas. Inscrições gratuitas no site www.sbbmn.org.br.
fonte: boletim SBMN

VMAT - Reirradiação poupando Medula


Olá galera, este vídeo mostra um caso bem interessante de VMAT (RapidArc).
É uma reirradiação onde a medula possui uma limitação bem restrita de dose, tendo como objetivo irradiar um volume circundante a ela.

É bem interessante observar que foram escolhidos "Avoidance Sectors": arcos de ângulos onde não se quer irradiar diretamente, no caso os braços do paciente.
Outro ponto a se notar é como a técnica modula o feixe variando as posições de lâminas sempre protegendo a medula, órgão para o qual foi pedido doses baixas na otimização. Mas ao mesmo tempo sempre irradiando a tangência desta para gerar o forte gradiente.
O vídeo mostra o movimento de lâminas dos arcos e a distribuição de dose resultante.
Vale a pena conferir!

Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=kRR6mDXkwEo

Créditos do planejamento e vídeo ao físico Wellington Pimenta Neves Jr (mais conhecido como Ton).

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Artigo compara percepção de médicos residentes sobre as melhores modalidades de imagens médicas na investigação de neoplasias e traumas

Foi publicado na edição de setembro/outubro de 2011 da revista Radiologia Brasileira um estudo sobre a percepção de médicos residentes em radiologia do 4º ano de universidades americanas sobre as melhores modalidades de imagens na investigação de neoplasias e trauma. O estudo permitia aos estudantes comparar e avaliar imagens de Ressonância Magnética, Tomografia Computadorizada, Ultrassonografia, PET e Radiografia simples. As técnicas escolhidas para melhor avaliar neoplasias foram a Ressonância Magnética e a Tomografia Computadorizada.

O estudo foi publicado pelo Prof Dr Jorge Elias Junior, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, em parceria com as universidades americanas: University of North Carolina at Chapel Hill, Saint Louis University, University of Nebraska Medical Center, Emory University School of Medicine.

Abstract:
Objetivo: Avaliar a percepção de médicos residentes em radiologia de 4º ano sobre as melhores modalidades de imagem na investigação de neoplasias e trauma. Materiais e Métodos: Vinte e sete médicos residentes de 4º ano de quatro programas de residência em radiologia americanos participaram do estudo. Aos participantes foi perguntado sobre a melhor modalidade de imagem para se avaliar o cérebro e a coluna vertebral, pulmões, abdome e o sistema musculoesquelético. As modalidades de imagem disponíveis foram: RM, TC, ultrassonografia, PET e radiografia simples. Todos os achados foram comparados com os Critérios de Adequação de Exames de Imagem e Radioterapia do ACR. Resultados: A RM foi escolhida como melhor modalidade de imagem para se avaliar neoplasias encefálicas, espinhais, abdominais e musculoesqueléticas por 96,3%, 100%, 70,4% e 63% dos residentes, respectivamente. A TC foi escolhida por 88,9% dos residentes para avaliar neoplasias pulmonares. A modalidade de imagem ótima para se avaliar trauma foi a TC para lesões encefálicas (100%), espinhais (92,6%), pulmonares (96,3%), abdominais (92,6%) e grandes lesões traumáticas musculoesqueléticas (74,1%); a RM foi escolhida para lesões esportivas (96,3%). Observou-se concordância com os critérios de adequação do ACR. Conclusão: Houve concordância entre a percepção dos residentes sobre as melhores modalidades de imagem para avaliação de neoplasias e trauma e os critérios de adequação do ACR.


Artigo disponível em: http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=2233

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Highlights em Medicina Nuclear - Convite SBBMN

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Profissão de Físico

A discussão sobre a profissão de físico já vem de longa data e finalmente começa a se concretizar. Entretanto alguns pontos acredito que sejam questionáveis. Conheço físicos, e nessa mesma alçada me incluo, que trabalham com dados clínicos e dados de imagens, encontrando correlações multidisciplinares, de maneira a diagnosticar diversas patologias. Se nos próximos 10 anos eu puder diagnosticar qualquer patologia cerebral, eu me tornaria um médico? Um psiquiatra? Psicólogo, especialista na função? Existe um trecho específico desse projeto de lei aprovado que particularmente questiono (em amarelo). São dois trechos marcados que podem ser subjetivos e contrapostos. Já fiz esse comentário nas redes sociais alguns meses atrás. Será realmente que havia necessidade desse tópico?

De uma forma geral foi excelente a aprovação do projeto e espero que a experiência observada da união da classe médica, engenharias, advogados, etc, possam ser inspiração para a criação de conselhos e fortalecimento dos órgãos competentes da nossa profissão (SBF, ABFM).

A proposta:

"PROJETO DE LEI N.o   1025 , DE 2011
(Do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame)
Dispõe sobre o exercício da profissão de Físico e dá outras providências.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1o O exercício da profissão de Físico, observadas as condições de habilitação e as demais exigências desta Lei, é assegurado:
I – aos diplomados em Física por estabelecimentos de ensino superior, oficiais ou reconhecidos;
II – aos diplomados em curso superior similar, no exterior, após a revalidação do diploma, nos termos da legislação em vigor;
III – aos que, até a data da publicação desta Lei, obtiveram o diploma de mestrado em Física, em estabelecimentos de pós-graduação, oficiais ou reconhecidos, permitindo-se ao portador de diploma de doutorado em Física, obtido a qualquer tempo, o gozo pleno dos direitos a que se refere esta Lei.
IV – aos que, à data da publicação desta Lei, embora não diplomados nos termos dos incisos anteriores, venham exercendo efetivamente, há mais de quatro anos, atividades atribuídas ao Físico, na forma e condições que dispuser o regulamento da presente Lei.
Art. 2o São atribuições do Físico, sem prejuízo de outras profissões regulamentadas que se qualifiquem para tanto:
I – realizar pesquisas científicas e tecnológicas nos vários setores da Física ou a ela relacionados;
II – aplicar princípios, conceitos e métodos da Física em atividades específicas envolvendo radiação ionizante e não ionizante, estudos ambientais, análise de sistemas ecológicos e estudos na área financeira;
III – no âmbito da sua especialidade, projetar, desenvolver, construir e fazer manutenção de equipamentos e sistemas em instrumentação científica, fontes de energia, instalações nucleares, proteção de meio ambiente, telecomunicações, integração de sistemas eletrônicos e ópticos;
IV – desenvolver programas e softwares computacionais baseados em modelos físicos;
V – elaborar documentação técnica e científica, realizando perícias, emitindo e assinando laudos técnicos e pareceres, organizando procedimentos operacionais, de segurança, de radioproteção, de análise de impacto ambiental, redigir documentação instrumental e de aplicativos no que couber sua qualificação;
VI – difundir conhecimentos da área, orientando trabalhos técnicos e científicos, ministrando palestras, seminários e cursos, organizando eventos científicos, treinando especialistas e técnicos;
VII – administrar, na sua área de atuação, atividades de pesquisas e aplicações, planejando, coordenando e executando pesquisas científicas, auxiliando o planejamento de instalações, especificando equipamentos e infra-estrutura laboratorial, em instituições públicas e privadas;
VIII – realizar medidas físicas aplicando técnicas de espectrometria, avaliando parâmetros físicos em sistemas ambientais, aferindo equipamentos científicos, caracterizando propriedades físicas e estruturais de materiais, realizando ensaios e testes e desenvolvendo padrões metrológicos;
IX – orientar, dirigir, assessorar e prestar consultoria, no âmbito de sua especialidade;
X – direção de órgãos, departamento, seções, serviços, grupos ou setores atinentes à atuação profissional do Físico, na Administração Pública, em entidades autárquicas, e em empresas, públicas e privadas.
Art. 3o O exercício da profissão de Físico requer prévio registro no órgão competente do Poder Executivo, e se fará mediante a comprovação das exigências de que trata o artigo 1o da presente Lei.
Art. 4o A observância do disposto no artigo anterior somente será exigível após cento e oitenta dias da instalação do respectivo Conselho Regional.
Art. 5o. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
A regulamentação do exercício da profissão de Físico é fundamental para que possamos desenvolver tecnologia de ponta e qualificar atividades que envolvem a educação, a qualidade de vida e a saúde humana. Essa regulamentação também poderá aumentar o grau de formalização dos contratos de trabalho no âmbito da atividade dos físicos, trazendo resultados positivos para todo o mercado de trabalho.
A atividade profissional dos físicos, além de envolver a possibilidade de danos a organismos, não pode ser entregue a qualquer interessado, desprovido de qualificação. A exigência de qualificação técnica e o estabelecimento de algumas restrições ao exercício profissional de leigos certamente são necessários.
Por isso, quero ressaltar que a atividade desenvolvida pelo profissional da física não se restringe mais apenas a lecionar em sala de aula e nos laboratórios, porém, tem presença marcante em inúmeros setores cruciais da economia interna e mundial, como por exemplo: nas telecomunicações, no mercado financeiro, nos consultórios odontológicos, na medicina nuclear, e, sobretudo, no desenvolvimento, execução e acompanhamento da política energética nuclear desenvolvida no País.
E, de acordo com a nota publicada no jornal ‘Folha de S. Paulo’, o presidente da Sociedade Brasileira de Física (SBF), Dr. Celso Pinto de Melo, declarou que a falta de uma descrição clara das áreas em que os físicos podematuar pode deixar esses especialistas fora do mercado de trabalho. Ele ainda argumentou as confusões acontecem principalmente nas áreas multidisciplinares, em que profissionais de várias áreas, mas com a mesma especialidade, podem atuar.
É, por isso, que esta proposição vai ao encontro de uma antiga reivindicação desses profissionais que, preocupados com as indefinições que cercam a própria identidade profissional reclamam, desde há muito tempo, a regulamentação de sua profissão.
Portanto, diante das argumentações supracitadas e do impacto positivo que esta matéria terá perante a nossa sociedade, solicito aos nobres Pares o devido apoio na aprovação deste projeto de lei.
Sala das Sessões, em 30 de março de 2011.

Antonio Carlos Mendes Thame Deputado Federal PSDB/SP
"



Parecer:
COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO
PROJETO DE LEI No 1.025, DE 2011
I – RELATÓRIO
Dispõe sobre o exercício da profissão de Físico e dá outras providências.
Autor: Deputado ANTONIO CARLOS MENDES THAME
Relator: Deputado MAURO NAZIF

A proposição em análise, de autoria do Ilustre Deputado Antonio Carlos Mendes Thame, visa regulamentar o exercício da profissão de físico, dispondo sobre as condições de habilitação e as atribuições do profissional. Estabelece, ainda, a necessidade de prévio registro no órgão
competente do Poder Executivo. Em sua justificação, alega o nobre Autor que:
A regulamentação do exercício da profissão de Físico é fundamental para que possamos desenvolver tecnologia de ponta e qualificar atividades que envolvem a educação, a qualidade de vida e a saúde humana.
Prossegue em sua argumentação, no seguinte sentido:
A atividade profissional dos físicos, além de envolver a possibilidade de danos a organismos, não pode ser entregue a qualquer interessado, desprovido de qualificação. A exigência de qualificação técnica e o estabelecimento de algumas restrições ao exercício profissional de leigos certamente são necessários. E conclui dizendo que: É, por isso, que esta proposição vai ao encontro de uma antiga reivindicação desses profissionais que, preocupados com as indefinições que cercam a própria identidade profissional reclamam, desde há muito tempo, a regulamentação de sua profissão.
A proposição está sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões, em regime de tramitação ordinária.
Conforme Termo de Recebimento de Emendas datado de 16 de junho de 2011, no prazo regimental de cinco sessões, não foram
apresentadas emendas ao Projeto de Lei. É o relatório.
II – VOTO DO RELATOR
Compete a esta Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público a análise do mérito trabalhista do Projeto de Lei no 1.025, de
2011. inciso XIII, dispõe que “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”.
Em face desse princípio, a unanimidade da doutrina e da jurisprudência entende que o direito ao exercício de uma profissão, por ser a
todos garantido, só pode ser limitado pelo interesse da sociedade.
E, sem dúvida, este é o caso em análise, pois a proposição pretende regulamentar uma atividade que já está sendo plenamente exercida de fato, mas que, por envolver riscos para a sociedade,
merece a devida regulação pelo Poder Público.
Nesse sentido, a Constituição Federal, em seu art. 5o,2 Além disso, é bom explicitar que, ao disciplinar as atribuições do profissional, em seu art. 2o, a proposição garante que tais atribuições serão desenvolvidas pelo Físico sem prejuízo de outras profissões regulamentadas que estejam qualificadas para a atividade. Isso denota, claramente, que não se quer, aqui, promover uma reserva de mercado
indevida. iniciativa de se regulamentar o exercício da profissão de Físico, por claro Assim, por acreditarmos na oportunidade da presente interesse público, somos pela aprovação do Projeto de Lei no 1.025, de 2011.





CÂMARA DOS DEPUTADOS

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO


PROJETO DE LEI Nº 1.025, DE 2011


III - PARECER DA COMISSÃO

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 1.025/11, nos termos do parecer do relator, Deputado Mauro Nazif.
Estiveram presentes os Senhores Deputados:
Silvio Costa - Presidente, Eros Biondini, Sabino Castelo Branco e Augusto Coutinho - Vice-Presidentes, Andreia Zito, Assis Melo, Daniel Almeida, Erivelton Santana, Eudes Xavier, Flávia Morais, Gorete Pereira, Laercio Oliveira, Luciano Castro, Mauro Nazif, Paulo Pereira da Silva, Policarpo, Roberto Balestra, Ronaldo Nogueira, Sérgio Moraes, Vicentinho, Walney Rocha, Irajá Abreu, Leonardo Quintão e Manuela d'Ávila.
Sala da Comissão, em 30 de novembro de 2011

Posição atual (06/12/2011)
30/11/2011 Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP )
Aprovado por Unanimidade o Parecer.
01/12/2011 Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC )
Recebimento pel a CCJC.


Parabéns a todos os Físicos das mais variadas áreas e funções, mas também aos psicopedagogos, psicólogos, engenheiros, matemáticos, biólogos, historiadores, geógrafos, que suprem a deficiência do sistema público, e que provavelmentes terão o diploma de físicos, mas como diria um grande pensador, sem desmerecimento ao excelente trabalho que muitos realizam, "nunca serão".
 
Acredito que Heisenberg era também um filósofo