quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Who's ready for a Radiotherapy without CT?

Ola físicos médicos que trabalham com radioterapia, a pergunta é clara: vocês conseguem imaginar um serviço de RT sem CT?

Olhando pelo lado negro da força da ressonância magnética, este é o futuro, e não muito longínquo... Digo isso porque estão começado a aparecer esforços para construir um equipamento híbrido de MR com um acelerador linear, de forma a primeiramente aplicar motion tracking utilizando MR. Seguem duas referencias não acadêmicas rápidas sobre o assunto: Elekta and Philips e Cross Cancer Institute (referencia para a imagem do post).

Ate ai tudo bem, mas como diria o físico médico iniciante na área, "MR não e' boa para ver osso...". Ledo engano meu jovem padawan. Técnicas como uTE (ultrashort Echo Time) já estão sendo utilizadas em PET/MR, por exemplo, para gerar mapas de atenuação para o PET através dos dados da MR (MRI-Based Attenuation Correction for PET/MRI Using Ultrashort Echo Time Sequences). Então por que não extrapolar este principio para adquirir os coeficientes de atenuação dos tecidos em RT???

Que sobre apenas radiação ionizante para o tratamento!

Abraços!




4 comentários:

  1. Muito interessante Arthur!
    Imagino que num futuro não muito distante os físicos que trabalham na clínica não poderão ser mais divididos em áreas distintas: radioterapia, radiodiagnóstico, medicina nuclear etc. Elas estão se mesclando cada vez mais. Já acontece hoje em dia com os físicos da radioterapia correndo atrás de aprender radiodiagnóestico por conta dos sistemas de radioterapia guiada por imagens... ONDE e SE isso vai parar eu não sei, mas que é interessante e curioso, isso é!

    Abraço.

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    1. Olá Hugo, Artur e Tadeu, na prática atualmente o bom físico médico já tem de ter bons conhecimentos de todas as técnicas de imagem. Muitos físicos médicos do exterior já não conseguem pensar numa técnica de imagem de forma isolada.

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    2. Ola' Hugo e Eder. Concordo plenamente com voce Eder, o bom fisico medico tem que conhecer pelo menos o basico de todas as areas. Nao vou exigir que o fisico de radioterapia conheca os beneficios da aquisicao do espaco k por diferentes trajetorias ou como evolui a coerencia de fase entre os spins em uma sequencia STEAM (deixe isso para o pessoal de MR), mas saber "por cima" como a tecnica funciona para reconhecer os pitfalls e' fundamental.

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    3. Gostaria ainda de adicionar que o contrario tambem e' valido: da mesma forma que "o bom físico médico já tem de ter bons conhecimentos de todas as técnicas de imagem", quem trabalha com imagem tem que conhecer as necessidades de quem "pede" a imagem ou utiliza a imagem em conjunto com outras tecnicas (a propria RT,neuronavegacao, etc...), de forma que seja possivel fornecer algo que faca sentido e que realmente beneficie o paciente. Ainda como fruto desta interacao surgem novas tecnologias como a descrita no post.

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