quarta-feira, 13 de março de 2013

A principal causa de morte no mundo! O que é? Como diagnosticar?


De acordo com a WHO (World Health Organization) mais pessoas morrem anualmente de doenças cardiovasculares (DCV), do que de qualquer outra causa.


  • 29% de todas as mortes no mundo foram devido a DCV em 2008;
  • Destas, 7.2 milhões foram especificamente devido a Doenças Arteriais Coronarianas (DAC);
  • Estudos sugerem que, para um adulto de 40 anos de idade, o risco de desenvolver DAC durante a vida é de 49% para homens e 32% para mulheres.
  • Só no Brasil, as DAC corresponderam a 29,48% de todas as mortes em 2008 e atualmente é uma das principais causas de morte e internação hospitalar segundo dados do Datasus. 
  • Além da alta prevalência, a DAC cursa com alta morbidade e alto custo para os sistemas de saúde.

Sabe-se que as principais causas destas doenças são:
  • Dieta de má qualidade;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • e alguns fatores genéticos associados.

Doenças Arteriais Coronarianas

As manifestações clínicas da doença arterial coronariana têm como principal causa a isquemia miocárdica. Essa isquemia ocorre sempre que houver desproporção entre o fluxo sanguíneo disponível e o consumo miocárdico em dado momento. Uma das várias causas mais conhecidas de redução do fluxo sanguíneo é a deposição de gordura nas artérias coronarianas (aterosclerose). Sabe aquela gordurinha do Fast Food que quase todos nós amamos? É ela mesma.


Com a redução da oferta de O2, as células do coração (miócitos) começam a sofrer alterações. Algumas hibernam por um tempo (tornando o tecido ainda viável se for diagnosticado rapidamente), e outras morrem e formam um tecido fibrosado (perdem suas funções).



Principais Exames em Cardiologia para diagnosticar DAC

  • O Eletrocardiograma (ECG) de repouso deve sempre ser realizado. No entanto, mais da metade dos pacientes têm ECG normal. Mesmo pacientes com DAC extensa podem apresentar ECG normal. O restante apresenta apenas alterações discretas ou inespecíficas na maioria dos casos. 


  • A TC cardíaca é um método de imagem que vem sendo muito utilizado em diversas situações para a investigação de doença arterial coronariana em pacientes sintomáticos e assintomáticos. O principal uso da TC cardíaca na doença coronariana é a realização da coronariografia não invasiva para investigação de DAC. No entanto, devido à alta taxa de falso-positivos, a TC de coronárias não é recomendada para avaliação rotineira de doença arterial coronariana na maior parte dos pacientes. Vale lembrar que esta tecnologia é bastante recente e vem evoluindo de forma rápida. Por isso, vários estudos atualmente em andamento podem mudar esta perspectiva e ampliar as indicações do método.



  • O Teste Ergométrico Simples é a forma de avaliação funcional mais utilizada. É simples, barato e de boa acurácia na maior parte dos pacientes. Na avaliação diagnóstica, sua principal indicação é na avaliação de pacientes com probabilidade intermediária de doença coronariana. Sua principal limitação é quando há incapacidade do paciente realizar exercício físico.
  • A Cintilografia de Perfusão Miocárdica é também uma avaliação funcional e pode ser realizada tanto com estresse físico quanto farmacológico; sempre que possível, deve-se preferir o estresse físico. A principal indicação do teste farmacológico é a incapacidade do paciente realizar atividade física de forma adequada.A avaliação da cintilografia consiste na comparação da perfusão miocárdica no estresse e no repouso. Os radiofármacos utilizados são o Sestamibi-Tc99m e o Tálio-201.

  • A avaliação de DAC com o Ecocardiograma de estresse tem a mesma finalidade da avaliação cintilográfica. A correlação é realizada entre a motilidade e o espessamento durante o repouso e o estresse. As principais limitações do ecocardiograma são relacionadas à janela para aquisição do exame e a experiência do examinador.
  • Ecocardiograma tridimensional: indicado nas avaliações detalhadas da morfologia do coração, cardiopatias congênitas, valvopatias, além de ser superior no cálculo da fração de ejeção do ventrículo esquerdo e direito (técnica comparável a ressonância magnética); 

  • A Ressonância Nuclear Magnética é um método que tem sido utilizado na avaliação funcional da DAC da mesma forma que os outros métodos de imagem. O exame é realizado durante repouso e estresse e as imagens são comparadas da mesma forma que nos outros métodos. Da mesma forma que o ecocardiograma, a RNM permite a avaliação de outras estruturas cardíacas. A RNM tem o estresse limitado aos métodos farmacológicos. As indicações da RNM são as mesmas da cintilografia miocárdica e do ecocardiograma de estresse. Sua principal limitação é a pouca disponibilidade e o alto custo.
  • A Coronariografia ainda é o padrão-ouro no diagnóstico de doença arterial coronariana crônica. É o exame habitual e ideal para investigar a extensão e a gravidade da DAC. Apesar disso, a coronariografia é um exame de risco, que utiliza contraste e radiação, e é de alto custo. Por isso, está indicada para diagnóstico somente nos casos duvidosos em que os exames não invasivos (descritos acima) são inconclusivos ou conflitantes.

  • Novos métodos de avaliação da DAC pelo Cateterismo têm sido desenvolvidos recentemente. As principais formas adjuvantes são a ultrassonografia intracoronariana (IVUS) e a avaliação da reserva de fluxo coronariano (FFR). No IVUS, um transdutor de ultrassom é introduzido na coronária, permitindo a visualização da placa aterosclerótica e a quantificação mais detalhada de sua extensão e gravidade. Devido a sua pouca disponibilidade, estes métodos não costumam ser utilizados de rotina na maior parte dos centros.




Fontes:

http://www.diagnosticomaipu.com/index.php/galerias-de-imagenes/departamento-de-estudios-cardiovasculares-no-invasivos/galeria-de-imagenes-tomografia

http://www.fac.org.ar/1/revista/05v34n_sup1/16/azvedo.php

http://www.realcor.com.br/

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2003001600001

http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/3601/doenca_arterial_coronariana_cronica_%E2%80%93_definicao_diagnostico_e_estratificacao_de_risco.htm



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