sexta-feira, 5 de abril de 2013

Radioproteção em Cardiologia Nuclear

            Para quem pôde comparecer no International Conference on Radiation Protection in Medicine: Setting the Scene for the Next Decade que aconteceu em Bonn, na Alemanha, teve a oportunidade de assistir a uma palestra muito interessante sobre redução de dose em cardiologia nuclear de D.Newman. No link a seguir vocês poderão encontrar a apresentação completa e todas as outras que tiveram no Congresso.

https://rpop.iaea.org/RPOP/RPoP/Content/News/international-conference-radiation-protection-medicine-news.htm

Assim como na ICRP 120: Radiological protection in cardiology, há muito interesse na área de cardiologia em relação a redução de dose e radioproteção.
Segundo a UNSCEAR (2008), aproximadamente 32,7 milhões de procedimentos de diagnóstico em Medicina Nuclear são realizados anualmente no mundo. Destes, 14 milhões são exames em cardiologia nuclear; Mais de 90% dos estudos em cardiologia nuclear são de exames de Cintilografia de perfusão miocárdica. A maioria destes exames são realizados no SPECT, e um pequeno número (porém crescente) de laboratórios utiliza PET.
Nos EUA, os procedimentos de medicina nuclear foram associados com 26% da exposição médica à pacientes em 2006, e os estudos cardiológicos foram 85% da exposição médica nuclear (NCRP,2009).
De acordo com a ASNC (American Society of Nuclear Cardiology): “Para a população de pacientes encaminhados para SPECT ou PET cardíaco, um total de exposição à radiação ≤ 9 mSv deve ser atingido em 50% dos estudos até 2014.” No gráfico abaixo (J Am Coll Cardiol. 2012;59(6):553-565) é possível verificar as doses efetivas relacionadas a cada tipo de exames cardiológico e seus possíveis radiofármacos utilizados. O gráfico também relaciona essa dose com o equivalente em anos de radiação background (radiação de fundo).



Um estudo da ASNC propõe um algoritmo para reduzir ao máximo a exposição médica de pacientes indicados pra exames de perfusão miocárdica. (JNC,ASNC Preferred Practice Statement Feb 2012). Neste algoritmo são considerados os fatores: Seleção apropriada de pacientes para os exames, protocolos, radiotraçadores e o equipamento de aquisição de imagem.




Para cada estudo há um protocolo a ser seguido o que inclui a atividade a ser administrada. No quadro abaixo estão as atividades usadas na rotina de SPECT e a dose efetiva estimada para o paciente. (www.imagewisely.org, Nov,2012)




O quadro abaixo é para os estudos em PET, mostrando a redução da dose nos pacientes no caso deste procedimento.





Vários métodos podem ser utilizados para controlar a dose em pacientes na cardiologia nuclear, como a escolha apropriada do radiofármaco, otimização da atividade injetada, evitar imagem em repouso quando a imagem em estresse é normal, e incentivar hidratação + micção após a administração do radiofármaco. (Einstein, 2007)






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