domingo, 26 de maio de 2013

Terapia que oferece vantagens sobre a Radioterapia Convencional


A Terapia com Partículas Carregadas (Charged particle therapy) oferece vantagens em relação à radioterapia convencional, visto que prótons e íons pesados depositam energia de forma mais seletiva que raios-x, permitindo maior controle local do tumor e menor dano para tecidos saudáveis vizinhos. Apesar dessas vantagens, há ainda pouca pesquisa comparando com a radioterapia. 

Você poderá encontrar no artigo abaixo da Nature Reviews Clinical Oncology, um review com as últimas novidades, como se faz o cálculo de dose, questões de custo e benefício, além de uma perspectiva do que será esta terapia no futuro.

http://www.nature.com/nrclinonc/journal/vaop/ncurrent/full/nrclinonc.2013.79.html?WT.mc_id=FBK_NatureReviews


Enjoy!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Garantia da Qualidade em equipamentos de Tomografia Computadorizada



Para quem ficou curioso sobre funcionamento de um equipamento de Tomografia Computadorizada por raios X, aqui vai um documento da IAEA lançado em 2012 que, além de uma breve descrição dos componentes e das grandezas em CT, explica detalhadamente todos os testes de controle de qualidade, incluindo para os CTs utilizados em planejamento radioterápico.

Para acessar o documento, é só clicar na imagem ou entrar no link: http://www-pub.iaea.org/MTCD/Publications/PDF/Pub1557_web.pdf



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Tomografia eleva o risco de câncer em crianças e jovens




Uma recente reportagem da Folha de S. Paulo mostrou que crianças e adolescentes que se submetem a tomografias computadorizadas (exame com nível de radiação maior do que um raio-X) têm risco 24% maior de desenvolver câncer do que aqueles que não fizeram o exame.
É o que aponta o maior estudo já feito sobre o tema, com um grupo de 10,9 milhões de pessoas de até 19 anos da Austrália.
Desse grupo, 680 mil fizeram tomografias ao menos 12 meses antes de um diagnóstico de câncer, para excluir os exames feitos durante a investigação da doença. Os voluntários foram acompanhados por nove anos e meio.
O risco absoluto de câncer, porém, permanece baixo. Em um grupo de 10 mil jovens, espera-se que 39 casos de câncer ocorram em dez anos. Se cada um deles fizesse uma tomografia, sete casos a mais apareceriam.
A preocupação com as crianças é maior porque seus tecidos ainda estão em formação, o que as torna mais suscetíveis às doses de radiação. A chance de elas repetirem o exame e acumularem os efeitos danosos ao longo da vida também é grande.
Recentemente, outras pesquisas apontaram o risco elevado de câncer em jovens que haviam feito o exame.
No entanto, segundo os autores do novo estudo, publicado no periódico "British Medical Journal", especialistas em radiação ainda questionavam a validade dos resultados e havia incerteza sobre o risco de câncer ligado à tomografia.
Especialistas dizem que o novo trabalho confirma e consolida as informações que já existiam a respeito.
"É um trabalho importante porque havia controvérsia sobre esse risco", diz Lisa Suzuki, radiologista do Hospital Infantil Sabará.
O estudo mostra um risco aumentado para tumores sólidos (de cérebro, pele, tireoide, trato urinário, órgãos digestivos etc.), leucemia e outros cânceres linfoides, em especial quando a exposição à radiação aconteceu antes dos cinco anos de idade.
BOM SENSO
Segundo Suzuki, campanhas internacionais e protocolos já sugerem a redução da radiação para crianças.
No Sabará, por exemplo, existe o plano de criar uma "carteira da radiação", nos moldes da de vacinação, para anotar os exames aos quais a criança foi submetida. Esse controle deve ser lançado no segundo semestre.
Marcos Menezes, coordenador do Centro de Diagnósticos do Hospital Sírio-Libanês, afirma também que os tomógrafos modernos podem ter uma dose de radiação 16 vezes menor que a padrão.
"O paciente tem direito de saber e questionar o tipo de tecnologia e a dose de radiação que vai receber e comparar para fazer uma escolha melhor", diz.
Cecilia Maria Lima da Costa, diretora do setor de oncologia pediátrica do A.C. Camargo, diz que exames que não usam radiação, como a ressonância magnética, têm ganhado mais espaço nessa faixa etária, mas, em alguns casos, a tomografia é essencial, como em traumas e acompanhamento de câncer.
"É preciso pesar risco e benefício. Se for essencial, vale a pena correr esse risco pequeno", afirma.
O consenso é de que a indicação do exame tem que ser precisa para evitar radiação desnecessária.
"É preciso ter bom senso dos dois lados. Há pais que insistem para que os filhos façam exames mesmo quando o médico acha que não é indicado, e há médicos com a sensação de que os exames resolvem tudo", diz Suzuki.

MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO

Segue o artigo:



quarta-feira, 22 de maio de 2013

IAEA Webinars


A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) junto com a Sociedade Americana de Cardiologia Nuclear colocaram à disposição de todos alguns seminários online (webinars) sobre tópicos básicos e importantes para quem trabalha nessa área. Além da reciclagem dos profissionais, as aulas são muito boas também para quem quer aprender sobre imagem de perfusão miocárdica, métodos, protocolos e reconstrução. Há duas aulas disponíveis, e a próxima a ser disponibilizada será sobre artefatos. Cadastre-se gratuitamente para ter acesso a todas as aulas.

http://eo2.commpartners.com/users/asnciaea/

Enjoy!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Fatores que afetam a acurácia do SUV - "A Systematic Review of the Factors Affecting Accuracy of SUV Measurements


fonte: A Systematic Review of the Factors Affecting Accuracy of SUV Measurements, AJR 2010; 195:310–320

O SUV é um número "mágico", que é utilizado como parâmetro semi-quantitativo para avaliação dos exames de PET/CT. Existem diversos parâmetros que podem afetar o SUV. Por isso, é importante conhecê-los para saber como evitá-los, corrigí-los e/ou considerá-los nas avaliações. Este artigo de revisão é bastante interessante e poderá auxiliá-los na compreensão de como trabalhar com estas variáveis.