terça-feira, 29 de outubro de 2013

SPECT e PET/CT: Física básica, radioproteção e dosimetria interna

Prezados Leitores, disponibilizo a aula sobre "SPECT e PET/CT: física básica, radioproteção e dosimetria interna." Aguardo sugestões e comentários para que possamos melhorar sempre! Espero que aproveitem.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Concurso para a VISA/RS

CONCURSO PÚBLICO DA SECRETARIA DA SAÚDE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EDITAL DE CONCURSOS N° 01/2013
 
 LINK EDITAL

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Outubro Rosa dos Físicos Médicos - Mamografia

Prezados leitores, em homenagem ao outubro rosa, e claro ao alerta sobre o câncer de mama, tentarei compactar algumas informações e ações importantes que estão vinculadas aos nossos treinamentos e ações efetivas nesta campanha.
Existem diversas fontes de informações sobre o câncer de mama, mas as mais confiáveis são das organizações internacionais e nacionais de grande porte como o INCa.
Câncer de mama (INCa)
"O câncer de mama é um grupo heterogêneo de doenças, com comportamentos distintos. A heterogeneidade deste câncer pode ser observada pelas variadas manifestações clínicas e morfológicas, diferentes assinaturas genéticas e consequentes diferenças nas respostas terapêuticas.

O espectro de anormalidades proliferativas nos lóbulos e ductos da mama inclui hiperplasia, hiperplasia atípica, carcinoma in situ e carcinoma invasivo. Dentre esses últimos, o carcinoma ductal infiltrante é o tipo histológico mais comum e compreende entre 80 e 90% do total de casos.

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são edema cutâneo semelhante à casca de laranja; retração cutânea; dor, inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea. A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.
Na medida em que as ações de rastreamento do câncer de mama forem expandidas na população-alvo, espera-se que a apresentação da doença seja cada vez mais por imagem e menos por sintoma, ampliando-se as possibilidades de intervenção conservadora e prognóstico favorável. Destaca-se, no entanto, que mesmo nos países com rastreamento bem organizado e boa cobertura, aproximadamente metade dos casos são detectados em fase sintomática, o que aponta a necessidade de valorização do diagnóstico precoce."
   
 
 Taxas de mortalidade por câncer de mama feminina, específicas por faixas etárias, por 100.000 mulheres. Brasil, 1980 - 2011 (INCa)

Fatores de Risco  (INCa)
"Os principais fatores de risco para o câncer de mama estão ligados a idade, aspectos endócrinos e genéticos.

Os aspectos endócrinos estão relacionados principalmente ao estímulo estrogênico, seja endógeno ou exógeno, com aumento do risco quanto maior for o tempo de exposição. Possuem risco aumentado as mulheres com história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos), menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade e terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se prolongada por mais de cinco anos.

Outros fatores incluem a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 40 anos, a ingestão regular de bebida alcoólica, mesmo que em quantidade moderada (30g/dia), obesidade, principalmente quando o aumento de peso se dá após a menopausa, e sedentarismo. 
A prática de atividade física e o aleitamento materno exclusivo são considerados fatores protetores.

História familiar, principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos, são importantes fatores de risco para o câncer de mama e podem indicar predisposição genética associada à presença de mutações em determinados genes. Entretanto, o câncer de mama de caráter hereditário (predisposição genética) corresponde a cerca de 5-10% do total de casos."
  
Diagnóstico Precoce (INCa)
"A estratégia de diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de apresentação do câncer, sendo conhecida algumas vezes como down-staging. Nesta estratégia, destaca-se a importância da educação da mulher e dos profissionais de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas do câncer de mama, bem como do acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde.
Na década de 50, nos Estados Unidos, o autoexame das mamas surgiu como estratégia para diminuir o diagnóstico de tumores de mama em fase avançada. Ao final da década de 90, ensaios clínicos mostraram que o autoexame das mamas não reduzia a mortalidade pelo câncer de mama. A partir de então, diversos países passaram a adotar a estratégia de breast awareness, que significa estar alerta para a saúde das mamas.
A política de alerta à saúde das mamas destaca a importância do diagnóstico precoce e significa orientar a população feminina sobre as mudanças habituais das mamas em diferentes momentos do ciclo de vida e os principais sinais do câncer de mama.
A orientação é que a mulher realize a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem nenhuma recomendação de técnica específica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas alterações mamárias. É necessário que a mulher seja estimulada a procurar esclarecimento médico sempre que houver dúvida em relação aos achados da autopalpação das mamas e a participar das ações de detecção precoce do câncer de mama. O sistema de saúde precisa adequar-se para acolher, informar e realizar os exames diagnósticos adequados em resposta a esta demanda estimulada.

Esta estratégia mostrou ser mais efetiva do que o autoexame das mamas, isto é, a maior parte das mulheres com câncer de mama identificou o câncer por meio da palpação ocasional em comparação com o autoexame (aproximadamente 65% das mulheres identificam o câncer de mama ao acaso e 35% por meio do autoexame).
O estratégia do diagnóstico precoce é especialmente importante em contextos de apresentação avançada do câncer de mama".
"Qual é a dose de radiação despendida em uma avaliação em mamografia? (RPOP)
Em um exame típico de mamografia, envolvendo a avaliação em duas projeções de cada mama (4 imagens) a dose entregue está entre 3 e 5 mGy no tecido glandular. A dose expressa a energia absorvida por um tecido específico. No caso das mamas, o tecido glandular é o mais radiosensível. O procedimento comum é estimar e apresentar as doses como a dose média ou mais especificamente a dose média no tecido glandular (MGD) em cada uma das mamas. Mulheres com mamas menores receberam um MGD menor e mulheres com mamas maiores receberão um MGD maior." 

Programa de garantia da qualidade


Mamografia: da prática ao controle - Recomendações para profissionais da saúde


O Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama, disponibiliza um série de referências sobre o tema. Acessem o link


O grupo da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) de Proteção radiológica dos pacientes - Radiation Protection of Patients (RPOP), tem uma série de informações adicionais sobre o exame, dose e procedimentos.


Polêmica
  • "Mammography and the risk of thyroid cancer." 2012 Mar;198(3):705-7. doi: 10.2214/AJR.11.7225. Conclusão do estudo: "On the basis of a previously published study that investigated organ doses from mammography and of cancer risk estimates using the seventh Biologic Effects of Ionizing Radiation report, we contend that thyroid shielding during mammography is unnecessary and may increase retakes rather than afford radiation protection of the thyroid."
  • "Mammograms and thyroid cancer: The facts about breast-cancer screening" "The bottom line: There is no risk to the thyroid during a mammogram, and a shield can actually compromise optimal imaging. Shields are available for patients who insist on having them. But women must be aware that using one not only confers no benefit in terms of thyroid cancer prevention, but may in fact compromise the mammogram and its lifesaving benefits."

Curso de Angiotomografia - Florianópolis/SC


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Brain Connectivity in Autism - Frontiers in Human Neuroscience

Uma série de artigos sobre as conectividades no Autismo foram "compactados" na Frontiers in Human Neuroscience, mostrando que talvez imagens de ressonância magnética do cérebro, possam predizer o autismo. Esta coletânea está neste link e os títulos estão abaixo listados.

Hypothesis & Theory Article, Published on 27 Sep 2013
Basilis Zikopoulos and Helen Barbas
doi: 10.3389/fnhum.2013.00609

Review Article, Published on 22 Oct 2013
Kathryn McFadden and Nancy Minshew
doi: 10.3389/fnhum.2013.00671