sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Licenciamento de instalações de Medicina Nuclear - CNEN

fonte: CNEN

Prezados,
Mesmo que este conteúdo esteja disponível no site da CNEN, deixarei aqui no Blog para consulta dos profissionais da área (o site do órgão regulador deve ser consultado sempre - não confiem neste material tendo em vista que pode sofrer atualizações de necessidades no site do órgão):

Licenciamento de Instalações de Medicina Nuclear

Prática Medicina Nuclear
  • Autorização para Construção/Modificação
    • Instalações com PET/CT
      • Encaminhar Relatório Preliminar de Análise de Segurança (RPAS), conforme resolução CNEN-112, art. 12.
        • O RPAS deverá incluir memorial de cálculo de blindagens, contemplando as seguintes informações:
          • Atividade injetada por paciente;
          • Taxa de dose inicial;
          • Meia vida dos radionuclídeos;
          • Tempo assumido para os pacientes permanecerem nas salas de preparo (boxes de injeção) e nas salas de exames;
          • Fatores de ocupação empregados, com justificativa para suas utilizações;
          • Número de pacientes a serem atendidos por semana;
          • Comprovação de análise de densidade do concreto e do chumbo utilizados;
          • Indicação e descrição dos pontos da instalação utilizados para o cálculo das blindagens;
          • Descrição, ponto a ponto, da metodologia (incluindo equações e desenvolvimento das mesmas) utilizada para calcular o fator de atenuação e espessura das blindagens, incluindo, além dos parâmetros supracitados, fatores de redução por decaimento e excreção do radionuclídeo;
          • Referências bibliográficas utilizadas.
      • Encaminhar planta baixa do andar do PET/CT e das salas de preparo, contendo os pontos de cálculo de doses e a posição das fontes (ponto adotados nas macas para determinação das distâncias), de acordo com o descrito no memorial de cálculos, na escala 1:50, 1:75 ou 1:100;
      • Encaminhar planta baixa dos andares superior e inferior (caso aplicável) na escala 1:50, 1:75 ou 1:100;
      • Encaminhar os cortes transversais, passando pelas salas de preparo e pelas salas de exames, na escala 1:50, 1:75 ou 1:100;
      • Encaminhar planta de situação.
    • Instalações apenas com SPECT
      • Encaminhar Relatório Preliminar de Análise de Segurança (RPAS), conforme resolução CNEN-112, art. 12.
        • O RPAS deverá incluir memorial de cálculo de blindagens, contemplando as seguintes informações:
          • Atividade injetada por paciente;
          • Taxa de dose inicial;
          • Meia vida dos radionuclídeos (física ou efetiva);
          • Tempo assumido para os pacientes permanecerem nas salas de injeção, espera para paciente injetados e nas salas de exames;
          • Fatores de ocupação empregados, com justificativa para suas utilizações;;
          • Número de pacientes a serem atendidos por semana;
          • Indicação e descrição dos pontos da instalação utilizados para o cálculo das blindagens;
          • Descrição, ponto a ponto, da metodologia (incluindo equações e desenvolvimento das mesmas) utilizada para calcular o fator de atenuação e espessura das blindagens;
          • Comprovação de análise de densidade do concreto e do chumbo utilizados;
          • Referências bibliográficas utilizadas.
      • Encaminhar planta baixa do andar do SPECT e da sala pacientes injetados, contendo os pontos de cálculo de doses e a posição das fontes (ponto adotados nas macas/cadeiras para determinação das distâncias), de acordo com o descrito no memorial de cálculos, na escala 1:50, 1:75 ou 1:100;
      • Encaminhar planta baixa dos andares superior e inferior (caso aplicável) na escala 1:50, 1:75 ou 1:100;
      • Encaminhar os cortes transversais, passando pelas salas de preparo e pelas salas de exames, na escala 1:50, 1:75 ou 1:100;
      • Encaminhar planta de situação.
    • Para instalações que possuam PET e SPECT, todas as exigências anteriores devem ser atendidas.
      • Abaixo seguem dois exemplos hipotéticos que utilizam basicamente as referências:
        • AAPM Task Group 108 – PET and PET/CT Shielding Requirements – Med. Phys, 33 (1) January 2006.
        • Structural shielding design for Medical X-RAY Imaging Facilities – NCRP REPORT N. 147 ISBN 0-929600-83-5 OCT 2004.
  • Autorização para Operação
    • Preencha o formulário eletrônico SCRA. Uma vez finalizado, enviar eletrônicamente para a CGMI/CNEN juntamente com o upload dos seguintes documentos:
      • Carta de encaminhamento;
      • Comprovante de recolhimento da TLC ou declaração de isenção, conforme aplicável;
      • Contrato social para o endereço do requerente (caso aplicável);
      • Contrato de trabalho do supervisor de radioproteção e/ou médico qualificado em medicina nuclear;
      • Contrato de prestação de serviços de laboratório de monitoração individual;
      • Certificado de calibração do monitor de taxa de exposição;
      • Certificado de calibração do monitor de contaminação de superfície;
      • Cópia da nota fiscal de compra das fontes padrões de referência;
      • Nota fiscal do medidor de atividade (curiômetro);
      • Planta baixa da instalação, com áreas circunvizinhas, contendo a classificação das áreas e o fluxo de pacientes injetados e não injetados (IMPRESSA!, escala 1/50 via correio convencional);;
      • Documentação fotográfica comprobatória de detalhes construtivos, classificação e sinalização de áreas;
      • Relatório de análise de segurança (plano de radioproteção) com a seguinte estrutura:
        • Folha de papel formato A4, rubricado em todas as folhas, datado e assinado pelo diretor da instalação e pelo supervisor de radioproteção e/ou médico qualificado em medicina nuclear;
        • identificação da instalação e da sua direção (subitens 5.3.8, alíneas a e g, norma CNEN-NN-3.01);
        • Classificação da instalação segundo a norma CNEN-NE-6.02, capítulo 4; Classificação da instalação segundo a resolução CNEN no 112 (de 24/08/2011, publicada no DOU em 01/09/2011), Capítulo I, seção II;
        • Objetivo da instalação e descrição da prática, com descrição das fontes radioativas não seladas e a quantidade semanal a serem utilizadas;
        • Responsabilidades gerais dos responsáveis da direção (capítulo 4, norma CNEN-NN-3.01);
        • Responsabilidades do responsável pela proteção radiológica da instalação (subitem 5.3.9, norma CNEN-NN-3.01);
        • Função, classificação, sinalização e descrição das áreas da instalação (normas CNEN-NN-3.01, subitens 5.3.8, alínea c e 5.8 e CNEN-NE-3.02, subitem 6.2);
        • Descrição das dependências indispensáveis, incluindo os detalhes construtivos (norma CNEN-NN-3.05, subitem 4.3);
        • Apresentar garantias do controle de acesso às áreas da instalação (normas CNEN-NN-3.01, subitem 5.8 (posição regulatória 004) e CNEN-NE-3.02, subitem 6.2.2);
        • Identificação dos equipamentos de segurança (marca, modelo e série) do serviço de radioproteção (normas CNEN-NE-3.02, subitem 6.2.3, alínea f e CNEN-NN-3.05, subitem 4.2);
        • Descrição do programa de controle de qualidade, especificando os procedimentos relativos à realização dos testes de instrumentação dos monitores, do curiômetro e da câmara de cintilação (norma CNEN-NN-3.05, subitem 4.2.2);
        • Descrição das fontes seladas a serem utilizadas no controle de qualidade do curiômetro de acordo com o certificado de calibração (norma CNEN-NN-3.05, subitem 4.2, alínea e);
        • Descrição dos programas e procedimentos relativos à execução da monitoração individual (dosimetria e contaminação de superfície do corpo) (normas CNEN-NN-3.01, subitens 5.3.8, alínea i e 5.9, CNEN-NE-3.02, subitem 6.1.1 e CNEN-NN-3.05, subitens 5.3.2 e 5.4.2);
        • Descrição do programa de controle e avaliação de doses de exposição ocupacional incluindo os níveis de referência (normas CNEN-NN-3.01, subitens 5.4.2 e 5.7 e CNEN-NE-3.02, subitem 6.1.2);
        • Descrição do programa e dos procedimentos relativos à execução da monitoração de área (levantamento radiométrico e de contaminação de superfície) (normas CNEN-NN-3.01, subitem 5.9, CNEN-NE-3.02, subitem 6.2.4 e CNEN-NN-3.05, subitem 5.3.2);
        • Programa de treinamento específico e reciclagem (conteúdo e periodicidade) para os indivíduos ocupacionalmente expostos e demais funcionários (normas CNEN-NN-3.01, subitem 5.3.8, alínea m, CNEN-NE-3.02, subitens 6.6 e 6.7.8 e CNEN-NN-3.05, subitem 4.4.2, alínea b);
        • Descrição dos tipos de acidentes admissíveis incluindo o sistema de detecção dos mesmos, destacando o acidente mais provável, e planejamento de interferência em situações de emergência até o completo restabelecimento da situação normal (norma CNEN-NN-3.01, subitens 5.3.8, alíneas o e p) - MODELO;
        • Descrição das informações a serem disponibilizadas pela direção da instalação, que deverão estar afixadas nas áreas controladas, para orientação de ações e procedimentos em caso de acidentes ou de emergências (norma CNEN-NE-3.02, subitem 6.2.3, alínea h) ver MODELO;
        • Descrição do regulamento interno e das instruções gerais a serem fornecidas por escrito aos trabalhadores visando à execução dos respectivos trabalhos em segurança (norma CNEN-NN-3.01, subitem 5.3.8, alínea q);
        • Descrição do sistema de gerência de rejeitos radioativos, conforme Norma CNEN-NE-6.05 "Gerência de Rejeitos Radioativos em Instalações Radiativas"
        • Caso a instalação possua quarto terapêutico, o plano de proteção radiológica deve atender ao capítulo 6 da norma CNEN-NN-3.05 e apresentar a documentação fotográfica comprobatória de detalhes construtivos , sinalização e classificação de áreas. Se o mesmo for em local distinto ao serviço de medicina nuclear, devem ser apresentados:
          • Contrato entre as partes onde esteja claramente definida a finalidade;
          • Comprovação de equipe de enfermagem treinada para o local de internação;
          • Certificado de calibração do monitor de taxa de exposição
          • Certificado de calibração do monitor de contaminação de superfície;
          • Planta baixa do quarto e áreas circunvizinhas, com classificação das áreas.

  • Renovação de Autorização para Operação
    • Preencha o formulário eletrônico SCRA.Uma vez finalizado, deverá ser enviado eletrônicamente para a CGMI/CNEN juntamente com o upload dos seguintes documentos:
      • Comprovante de recolhimento da TLC ou declaração de isenção, conforme aplicável;
      • Certificado de calibração do monitor de taxa de exposição;
      • Certificado de calibração do monitor de contaminação de superfície.
    • Obs.: Certifique-se que o serviço tenha respondido aos ofícios de pendências que porventura tenha recebido. 

  • Alteração de Autorização para Operação
    • Preencha o formulário eletrônico SCRA. Uma vez finalizado, deverá ser enviado eletrônicamente para a CGMI/CNEN juntamente com o upload do seguinte documento:
      • Complementação ao relatório de análise de segurança (plano de radioproteção) contemplando as alterações solicitadas, inclusive descrição do sistema de gerência de rejeitos radioativos, conforme Norma CNEN-NE-6.05 "Gerência de Rejeitos Radioativos em Instalações Radiativas"
    • Obs.: Certifique-se que o serviço tenha respondido aos ofícios de pendências que possa porventura ter recebido

  • Autorização para Retirada de Operação
    • 1. Preencha o formulário eletrônico SCRA.Uma vez finalizado, deverá ser enviado eletrônicamente para a CGMI/CNEN juntamente com o upload dos seguintes documentos:
      • Comprovante de recolhimento da TLC ou declaração de, conforme aplicável
      • · Plano de descomissionamento com a seguinte estrutura:
        • Folha de papel formato A4, timbrado, rubricado em todas as folhas, datado e assinado pelo diretor da instalação e pelo supervisor de radioproteção e/ou médico qualificado em medicina nuclear;
        • Identificação da instalação e da sua Direção;
        • Destino a ser dado ao material radioativo e outras fontes de radiação;
        • Destino a ser dado aos registros que devam ser conservados;
        • Procedimentos técnicos e administrativos para a descontaminação total da instalação.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Quantitative Nuclear Medicine Imaging: Concepts, Requirements and Methods - IAEA Human Health Reports 9

Quantitative Nuclear Medicine Imaging: Concepts, Requirements and MethodsThis publication reviews the current state of the art of image quantification and provides a solid background of tools and methods to medical physicists and other related professionals who are faced with quantification of radionuclide distribution in clinical practice. It describes and analyses the physical effects that degrade image quality and affect the accuracy of quantification, and describes methods to compensate for them in planar, single-photon emission computed tomography (SPECT) and positron emission tomography (PET) images.            
 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Development of Procedures for In Vivo Dosimetry in Radiotherapy

 


The IAEA is pleased to announce the publication of:


Development of Procedures for In Vivo Dosimetry in Radiotherapy
IAEA Human Health Reports No. 8
This publication, which draws on the experiences of an IAEA coordinated research project (CRP) and on input from experts in the field, provides a comprehensive overview of the development of procedures for in vivo dosimetry in radiotherapy. It elaborates on the technology behind in vivo dosimetry and describes an initial set of in vivo measurements. Emphasis is given to patient dose studies, both evaluating the clinical value of in vivo dosimetry and comparing different in vivo dosimetry systems in a clinical setting. The findings of the CRP, which are summarized in this publication, will serve as a useful resource for hospital physicists seeking to establish an in vivo dosimetry programme in a radiotherapy centre and will help them in the selection of appropriate in vivo dosimetry systems.
STI/PUB/1606; 179 pp.;117 fig.; 2014; ISBN 978-92-0-141610-0, English, 34.00 Euro


Electronic version can be found:


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Os 10 alimentos que têm grande concentração de isótopos radioativos naturais

Prezados leitores,

Segue um artigo que ilustra as nossas aulas de proteção radiológica. Os 10 alimentos que têm "maior" concentração natural de isótopos radioativos.

Technically, all food is slightly radioactive. This is because all food and other organic molecules contain carbon, which naturally exists as a mixture of isotopes, including radioactive carbon-14. That's the basis for carbon dating, used to identify the age of fossils. However, some foods emit much more radiation than others. Here's a look at 10 naturally radioactive foods and how much radiation you get from them.

1. Brazil Nuts


Brazil nuts are naturally radioactive.
Max Oppenheim, Getty Images

If there was an award for "Most Radioactive Food," it would go to Brazil nuts. Brazil nuts contain high levels of two radioactive elements: radium and potassium. Potassium is good for you, used in many biochemical reactions, and one of the reasons why the human body is itself slightly radioactive. Radium occurs in the ground where the trees grow and is absorbed by the plant's root system. Brazil nuts emit over 6,600 pCi/kg of radiation. Most of that radiation passes harmlessly through the body, plus the high levels of healthful selenium and other minerals make these nuts healthy to eat in moderation.



2. Lima Beans

Lima beans are high in radioactive potassium-40 and also radon-226. Expect to get 2 to 5 pCi/kg from radon-226 and 4,640 pCi/kg from potassium-40. You don't any benefit from the radon, but the potassium is a 'good' mineral in lima beans. Lima beans are also a good source of (non-radioactive) iron.

3. Bananas


Bananas
mconnors, morguefile.com

Bananas are sufficiently radioactive that they can set off radiation alarms at ports and airports. They offer 1 pCi/kg from radon-226 and 3,520 pCi/kg from potassium-40. The high potassium content is part of why bananas are so nutritious. You do absorb the radiation, but it's not harmful.

4. Carrots

Carrots give you a pico-Curie or two of radiation per kilogram from radon-226 and about 3,400 pCi/kg from potassium-40. The root vegetables are also high in protective antioxidants.

5. Potatoes


Potato
Justin Lightley, Getty Images

As with carrots, white potatoes offer between 1 and 2.5 pCi/kg of radon-226 and 3,400 pCi/kg of potassium-40. Foods made from potatoes, such as chips and french fries, are similarly slightly radioactive.

6. Low Sodium Salt

Low sodium or lite salt contains potassium chloride, KCl. You'll get around 3,000 pCi/kg. No-sodium salt contains more potassium chloride than low-sodium salt and thus is more radioactive.

7. Red Meat

Red meat contains appreciable amounts of potassium, and thus potassium-40. Your steak or burger glows to the tune of about 3,000 pCi/kg. Meat is also high in protein and iron. The high amount of saturated fat in red meat presents more of a health risk than the radiation.

8. Beer


Beer
Michael Connors, morguefile.com

Beer gets it radioactivity from potassium-40. Expect to get about 390 pCi/kg. That's only about a tenth the radiation you'd get from the same amount of carrot juice, so from a radiation standpoint, which would you say is healthier?







9. Drinking Water


Drinking Water
ballyscanlon, Getty Images

Drinking water isn't pure H2O. Your radiation dose varies according to the water source, On average, expect to pick up about 0.17 pCi/g from radium-226.

10. Peanut Butter

Peanut butter releases 0.12 pCi/g of radiation from radioactive potassium-40, radium-226, and radium-228. It's also high in protein and is a good source of healthy monounsaturated fats, so don't let the slight rad count scare you off.



Fonte: http://chemistry.about.com/od/foodcookingchemistry/tp/10-Common-Naturally-Radioactive-Foods.htm?r=et